Curso de formação para missionários da Consolata

Roma acolhe, entre 25 e janeiro e 29 de fevereiro, 26 missionários da Consolata, por ocasião dos 25 anos da sua ordenação ou profissão perpétua, para um curso de formação continua

Por Pedro Louro / Edição Revista Missões

No dia 25 de janeiro iniciou-se a solenidade da conversão do apóstolo Paulo, o curso de formação continuada dos missionários da Consolata que, durante o sexênio 2017-2023, celebraram os 25 anos de ordenação sacerdotal ou profissão perpétua de alguns irmãos.

A realização do curso acontece na Casa Geral dos Missionários da Consolata, em Roma, com uma visita aos locais carismáticos de Castelnuovo Dom Bosco, onde nasceu o Fundador, Bem-aventurado José Allamano, e também em Turim, onde o Instituto começou em 1901. Parte do retiro acontecerá também em Assis que fica na região da Umbria no centro da Itália.

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Nesta segunda-feira, dia 27, as atividades começaram dando graças a Deus na Eucaristia presidida por Pe. Jaime Carlos Patias, que celebrava o seu aniversário. Durante a homilia ele convidou os concelebrantes a retomarem a vida, depois destes 25 anos, para continuarem oferecendo ao mundo o carisma do Instituto.

Esta semana de formação dará instrumentos necessários que levará os missionários a uma reflexão de autoconhecimento em profundidade, inspirados pelos ícones bíblicos da samaritana e pela multiplicação dos pães.

Pela manhã, o Pe. Efrem Baldasso realizou um percurso histórico e carismático da identidade ad gentes dos missionários através da primeira tábua e explicou como a escolha missionária do Fundador amadureceu através dos contatos diretos e indiretos com os missionários. Como resultado, em 1875, ele começou a pensar em fundar uma Pia Sociedade, mas, não tendo a aprovação do bispo, ele parou.

José Allamano não pretendia iniciar uma obra pessoal, mas eclesial, por isso, o Regulamento que tinha preparado em 1891 foi por ele retomado dez anos mais tarde e com a aprovação do Cardeal Richelmy. Este Regulamento foi inspirado pela Congregação do Oratório de São Filipe Neri, os Lazaristas e os Missionários da África. O Fundador procurou uma sociedade com um juramento de direito diocesano, num regime de vida comum, com os seus próprios dirigentes e dentro de um território concedido pela Santa Sé.

No Regulamento de 1901 ele fez alguns aditamentos: os diários dos missionários, os seminários menores e sobre a pobreza. Assim, o instituto nasceu como uma Sociedade Piedosa de Direito Diocesano.

As primeiras Constituições datam de 1909, embora falem do pronunciamento dos votos, não se tratava de votos religiosos, era ainda um juramento, continuando o Instituto a ser uma Sociedade Pia.

Após a aprovação do Direito Canônico em 1917, que diferenciou o clero secular dos religiosos, foram redigidas, durante o Capítulo, as Constituições de 1923. Roma aprovou-as para o 50º aniversário da ordenação do Fundador, sem exigir os dez anos que normalmente eram necessários. Foi nesta época que o instituto se tornou um instituto religioso de direito pontifício.

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Este fato significou que havia três categorias de missionários: os que foram incardinados na diocese e que tinham feito o juramento segundo o Regulamento de 1901; os que foram incardinados na Pia Sociedade segundo o Regulamento de 1909; e os religiosos que tinham feito os votos segundo as Constituições de 1923.

Diante desta situação, o Fundador escreveu à Propaganda Fide para saber como proceder, e Roma deixou os missionários livres para permanecerem de acordo com seu compromisso com a Sociedade Piedosa ou para fazerem os votos como religiosos. Por exemplo, o Pe. Gaudenzio Barlassina, que se tornou Superior Geral do Instituto, nunca fez os votos religiosos e manteve o juramento que tinha feito de acordo com o Regulamento de 1901.

Em 1959, o Instituto decidiu fazer algumas correções e acréscimos às Constituições. Foi a partir do Concílio Vaticano II que se iniciou uma nova redação das Constituições, que viu a luz do dia em 1981 e que foi ligeiramente modificada durante os sucessivos capítulos.

Neste caminho, as Constituições se dá ao Evangelho o primado como norma fundamental de toda vida religiosa seguindo a intuição da "Perfectae Caritatis"; e há uma profunda fidelidade ao carisma do Fundador e ao carisma fundador que torna possível esta fidelidade ser criativa segundo o momento histórico e cultural em que o Instituto está encarnado.

Depois desta tábua do Instituto, cada um dos missionários foi convidado a começar a escrever a sua própria autobiografia e, pela tarde, foram acompanhados pelo Sr. Duccio Demetrio, que deu algumas orientações para a realização deste exercício com verdade e profundidade.

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Logo após, os missionários tiveram um momento fraterno entre os da Casa Geral e aqueles que participavam do curso. Metade dos presentes teve a oportunidade de se apresentar e partilhar com os outros o seu caminho missionário.

Esta apresentação irá fomentar a vida em fraternidade durante estas cinco semanas em que se realizará o curso.

Fonte: Consolata.org

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