Discriminação das mulheres prejudica luta contra a pobreza

FAO criou uma escola de liderança para indígenas em países como a Bolívia, Índia, Panamá, Filipinas e El Salvador.

Por Francisco Pedro

O mundo tem 370 milhões de indígenas, espalhados por mais de cinco mil grupos diferentes, o equivalente a cinco por cento da população mundial. Lamentavelmente, este grupo representa 15 por cento da população mais pobre do planeta, muito por culpa da discriminação das mulheres, segundo José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

FAO1Ao discursar no encerramento do Fórum sobre Mulheres Indígenas, que se realizou no México, o responsável recordou que as indígenas enfrentam altas taxas de pobreza, desnutrição crônica e analfabetismo, têm menos acesso a cuidados médicos e à participação na política. As desigualdades também passam pelo mercado de trabalho, onde as mulheres tendem a ganhar quatro vezes menos que os homens.

Para Graziano da Silva, a solução passa por promover a autonomia socioeconômica das mulheres indígenas, apoiando-as na meta de erradicar a fome e a má nutrição nas suas comunidades. Nesse sentido, a FAO criou uma escola de liderança para indígenas em países como a Bolívia, Índia, Panamá, Filipinas e El Salvador.

Fonte: Fátima Missionária

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