Mensagem da Coordenação Nacional do Grito dos(as) Excluídos(as) 2016

O Grito se multiplicou em milhares de gritos que ecoaram nas ruas e praças em cidades de 23 Estados e no Distrito Federal exigindo, em sua maioria, democracia e justiça social.

Por Coordenação Nacional do Grito dos(as) Excluídos(as)

Há 22 anos, o Grito dos/as Excluídos/as surgia nas ruas de todo o Brasil com o compromisso de fazer com que o povo pudesse livremente denunciar e reivindicar aquilo que mais lhe faltava ou atingia. Historicamente estamos ligados às demandas populares. Em nossa trajetória, o questionamento ao papel do Estado sempre foi presente. Afinal, o que o Estado tem feito diante de tantas desigualdades e exclusão social? As respostas têm sido dadas nas ruas, pelo próprio povo.

geritomanifestacao Neste ano de 2016, assistimos a um capítulo triste, indignante e revoltante da história do país. Como articulação e processo que é, o Grito se multiplicou em milhares de gritos que ecoaram nas ruas e praças em cidades de 23 Estados e no Distrito Federal exigindo, em sua maioria, democracia e justiça social.

Com o lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!”, o Grito seguiu em consonância com o anseio do povo brasileiro e manteve a pluralidade que está em sua essência. Tivemos as milhares de pessoas que foram às ruas, no simbólico 7 de setembro, pedir o “Fora Temer” e tivemos outras milhares que gritaram por moradia, saúde, educação, contra o extermínio dos nossos jovens negros e pobres, contra a violência às mulheres, por saneamento básico, justiça para os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, pelos atingidos e atingidas por grandes projetos, como as hidrelétricas, pelos direitos do povo imigrante. Enfim... uma manifestação plural ungida pelo clamor popular.

Enquanto nosso povo se sentir excluído, degradado e morto em sua dignidade, em sua cidadania, em sua sociedade que se diz democrática, o Grito dos/as Excluídos/as seguirá cada vez mais vivo denunciando a violência, a covardia do Estado e do sistema capitalista contra o povo e a nossa Casa Comum, a Terra! Igualmente seguirá anunciando as formas de resistência e organização que possibilitam dignidade humana, a inclusão social e a soberania popular.

E já que é um processo, essa luta não começa e termina apenas no 7 de Setembro. Trata-se de uma luta cotidiana, permanente. Nosso povo grita todos os dias, de várias formas, por Projeto Popular e um mundo justo. Que os ecos do Grito sigam sendo ouvidos ao longo dos dias que virão e que estejamos fortalecidos na luta para torná-los conquistas e promoção da “Vida em primeiro lugar sempre!”

Em luta e com ternura,
Coordenação Nacional do Grito dos/as Excluídos/as Brasil

São Paulo, 8 de setembro de 2016.

Deixe uma resposta

quatro + dezesseis =