Dom Helder é homenageado em sessão solene da Câmara Municipal do Recife

Dom Helder, então bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife no dia 12 de março de 1964, sendo empossado um mês depois. O religioso permaneceu no cargo até 1985 e seu pastoreio foi marcado pela vivência do Evangelho na defesa dos mais pobres e no combate aos crimes da ditadura militar. O ato, que também celebrou os 40 anos do Instituto Dom Helder Camara, contou com a presença do atual arcebispo e segundo vice-presidente da CNBB, dom Paulo Jackson

 

Os 60 anos do início do pastoreio do Servo de Deus dom Helder Camara (1909-1999) na Arquidiocese de Olinda e Recife foram lembrados, na segunda-feira (22), com uma sessão solene na Câmara Municipal da capital pernambucana. O ato, que também celebrou os 40 anos do Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), contou com a presença do atual arcebispo e segundo vice-presidente da CNBB, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa.

Dom Helder, então bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi nomeado arcebispo de Olinda e Recife no dia 12 de março de 1964, sendo empossado um mês depois. O religioso permaneceu no cargo até 1985 e seu pastoreio foi marcado pela vivência do Evangelho na defesa dos mais pobres e no combate aos crimes da ditadura militar.

“Que novas gerações estejam presentes e sintam um pouco daquilo que acontece, nesta noite. Porque passados 60 anos nós precisamos propor e repropor dom Helder Camara para as novas gerações. Talvez seja o grande desafio nosso como fazer com que as novas gerações se encantem com a figura, a proposta e a mensagem de dom Helder Camara”, afirmou dom Paulo Jackson.

A solenidade foi uma proposição da vereadora Cida Pedrosa, que vê no “Dom da Paz” um exemplo de cristão. “Tem pessoas que vêm ao mundo e transformam tudo o que está ao seu redor. E Dom Helder foi isso para todas e todos nós. Minha luta nasce com a palavra de dom Helder, nasce com a palavra de uma Igreja que confia no próximo, que constrói proximidades e que constrói direitos”, disse a parlamentar.

Boa parte da história de dom Helder está preservada no IDHeC. O acervo cultural deixado por ele, desempenha um papel fundamental na manutenção e divulgação de seu legado. O espaço é rico em documentos históricos, fotografias e escritos, oferecendo uma janela para as lutas e esperanças de uma época marcada por intensos desafios, refletindo as mensagens de amor, paz e cidadania que o arcebispo transmitiu ao longo de sua vida.

A mesa da solenidade também contou com a participação do pró-reitor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), padre Delmar Cardoso; da diretora executiva do IDHeC, Virgínia Pimentel; da presidente do Conselho Curador do IDHeC, irmã Vanda, e do monge beneditino e ex-secretário de dom Helder Camara, Marcelo Barros.

Durante a reunião solene, quatro vídeos foram exibidos celebrando Dom Helder e o IDHeC, dentre eles, depoimentos do padre Julio Lancelotti e o teólogo Leonardo Boff. Estudantes da Casa Frei Francisco, a cantora Cylene Araújo, o grupo Vozes da Resistência, juntamente com a cantora Heloísa, fizeram apresentações musicais. Em outro momento, o padre Fábio Potiguar, capelão da Igreja das Fronteiras, recitou uma poesia.

Fonte – CNBB NE2

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