Papa inicia ciclo de catequeses sobre ‘a paixão pela evangelização’

Por Filipe Domingues

Dimensão vital para a Igreja, nas palavras do Papa Francisco, a “paixão pela evangelização” se tornou tema de um novo ciclo de catequeses que ele pregará todas as quartas-feiras, em suas audiências gerais, no Vaticano. O momento é um encontro semanal do Pontífice com os peregrinos presentes em Roma.

Francisco abriu esse novo ciclo de catequeses no dia 11, dizendo que o “zelo apostólico” remonta aos tempos da Igreja primitiva, aquela formada por Jesus e os apóstolos. Ele refletiu sobre um trecho do Evangelho segundo São Mateus (9,9-13), em que Jesus vê e enxerga Mateus, que era tido como pecador por ser cobrador de impostos.

“Jesus não para nos adjetivos, ele busca substantivos”, disse o Papa. “Jesus vai até a pessoa, ao coração.” Ainda que para a sociedade aquele homem fosse um “desgraçado”, comentou o Papa, o “olhar de Jesus vê outra coisa”, porque vê “cada um como destinatário de amor” – e aí está “o início da paixão evangelizadora”.

A Igreja, disse ele, “nasceu missionária, não proselitista e, desde o início, temos que distinguir isto: ser missionário, ser apostólico, evangelizar, não é o mesmo que fazer proselitismo”, afirmou. Em vez disso, trata-se de ser “Igreja em saída, que não é fechada em si mesma, mas extrovertida, testemunho contagioso de Jesus”.

A fé “contagiosa”, disse ele, é aquela que “irradia sua luz até os confins da Terra”. A vida cristã jamais pode perder “o horizonte da evangelização, o horizonte do anúncio”, ou ela ficará doente. “A missão é o oxigênio da vida cristã”, declarou o Pontífice. Por isso temos que refletir sobre “como é o nosso olhar sobre os outros”.

Citando o Papa Emérito Bento XVI, morto recentemente, Francisco afirmou: “A Igreja se desenvolve pela atração”. Portanto, “não se trata de se comunicar a si mesmo, mas com o olhar, com os gestos, comunicar Jesus. Essa é a atração, o contrário do proselitismo”, acrescentou.

Fonte: O São Paulo

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