A Igreja ao lado dos autóctones, vítimas de violência e perseguições

...é inquietador como o governo tenha rapidamente exonerado das responsabilidades aqueles que estão atrás das mortes dos líderes indefesos.

Por Agência Fides

Coptic Christians carry a crucifix and chant prayers during a candlelight protest at Abassaiya Orthodox Cathedral in Cairo Oct. 16, one week after people were killed during clashes with soldiers and riot police. At least 26 people, mostly Christians, were killed Oct. 9 when troops broke up a peaceful protest against an earlier attack on a church in southern Egypt. (CNS photo/stringer via Reuters) (Oct. 18, 2011) See EGYPT-CHRISTIANS Oct. 10, 2011.

A Igreja nas Filipinas está ao lado das populações de lumad (autóctones) que hoje são vítimas de abusos, perseguições, homicídios extrajudiciários: foi o que reiterou o Bispo auxiliar de Manila, Dom Broderick Pabillo, chefe da Comissão Permanente dos Bispos filipinos para os assuntos públicos, encontrando os líderes das comunidades lumad em Manila.
Os líderes pediram aos Bispos para “intervir ativamente para por fim à militarização das áreas onde vivem as comunidades autóctones”, agindo como “facilitador” para a retomada dos colóquios de paz entre o Governo e as formações da guerrilha comunista presentes nas áreas autóctones. Nas operações militares para combater os rebeldes, muitas vezes são envolvidos os civis inocentes lumad, às vezes acusados também de apoiar ou cobrir os rebeldes.
“Em Mindanao, a ocupação dos territórios das comunidades tribais realizada pelas formas armadas obrigou pelo menos 3 mil lumad a abandonar as próprias terras, enquanto outros 500 se refugiaram na cidade de Davao” explicaram a Pabillo.
A Igreja tinha condenado fortemente os recentes assassinatos de líderes lumad em Mindanao, criticando a resposta do Governo. O presidente da Conferência Episcopal, Dom Socrates Villegas, disse que “é inquietador como o governo tenha rapidamente exonerado das responsabilidades aqueles que estão atrás das mortes dos líderes indefesos”, referindo-se aos militares e aos grupos paramilitares a serviço do Exército. Desejando “verdade e justiça”, os bispos, junto aos numerosos grupos para os direitos humanos, pediram ao Governo para investigar com urgência sobre as mortes dos três líderes lumad em Surigao del Sur e rever a política do uso de forças paramilitares contra os insurgentes. “Se os grupos de milicianos não estão sob o comando da autoridade estatal legítima não deveriam ser tolerados e muito menos utilizados como mercenários por parte do Estado”, acrescentou Dom Villegas.
Segundo o grupo de “Missionários rurais das Filipinas” (RMP), as comunidades lumad estiveram sob ataque porque defendem as suas terras ancestrais. Segundo irmã Francis Anover, coordenadora dos RMP, os povos tribais continuam sendo vítimas de “land grabbing” e do deslocamento em massa por causa das atividades minerárias e da expansão das grandes plantações. Em tal contexto, “o Exército filipino e os seus grupos paramilitares cometem graves violações dos direitos humanos, apoiando as operações de grandes empresas estrangeiras e locais”, disse Irmã Anover.

Fonte: www.fides.org

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