"Rios para a vida", clama Cúpula dos Povos

Jaime C. Patias, Cúpula dos Povos na Rio+20

Cerca de 1.500 pessoas formaram, nesta terça-feira (19), um desenho de grandes proporções na Praia do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, simbolizando um indígena alçando um braço rumo ao sol e com a frase "rios para a vida", para manifestar sua rejeição às agressões contra a Amazônia e o meio ambiente.

A iniciativa foi impulsionada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que luta pela conservação dos rios e reivindica o uso de energias limpas.
Ativistas de diversas partes do mundo acompanhados de centenas de índios brasileiros realizaram a ação ao lado da Cúpula dos Povos, evento alternativo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Participaram da ação os missionários da Consolata, Jaime C. Patias, diretor da revista Missões, Corrado Dalmonego que trabalha na Missão Catrimani com os Yanomami e Laurindo Lazzaretti da coordenação do Conselho Indigenista Missionário - Cimi Norte 1.

Os organizadores explicaram que, com este desenho - só compreensível se visto de cima - queriam simbolizar a importância do conhecimento indígena para o desenvolvimento sustentável dos países. O artista John Quigley e um comitê de índios brasileiros desenharam a imagem, que foi fotografada por uma câmera guiada por controle remoto que sobrevou a praia.

O mesmo grupo realizou na sexta-feira passada (15) uma ocupação simbólica da região amazônica onde se constrói a hidrelétrica de Belo Monte para chamar a atenção da Rio+20 sobre o dano que a obra causará ao meio ambiente.

Fonte: Revista Missões

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