Simpósio de Bioética no CEN 2010: "Jamais seria humano, se não fosse desde o início" ??? João Paulo II

Mário de Carli, em Brasília

Na manhã de ontem dia 14, na série de conferências do Simpósio sobre Bioética, Dra. Cláudia Maria de Castro Batista, ao abordar o tema "Início de uma Nova Vida", lançou várias questões: "Quando começa a vida e quando somos humanos? O que é e o que não é o embrião humano?" Com questões Dra Cláudia, levou os presentes a uma longa viagem pelos mistérios da vida, algo fascinante e prodigioso. Muito embora haja pessoas que discordam ou que duvidam de quando tudo começa, para os cristãos, a vida humana começa a existir no momento da fecundação. "Somos seres humanos a partir da fecundação, então existe uma dignidade humana intrínseca", afirmou Dra. Cláudia.

Segundo a Dra. Cláudia Batista a comunidade científica internacional não põe em dúvida que a primeira célula que surge da fecundação esteja viva, muito embora seja um processo lento durante o qual o ser humano vai sendo definido. "A fecundação é um processo que pode durar várias horas. Ela é semelhante a uma orquestra sinfônica cujos instrumentos musicais estando afinados, tocam uma música harmoniosa e sincronizada, que jamais será repetida. É um processo contínuo, coordenado e progressivo. Este é o mistério da existência humana na qual o embrião, desde o momento de sua concepção, dá sinais de vida, procura se comunicar com sua mãe. Mesmo que ela não saiba e nem perceba que há vida que dentro dela cresce, este embrião quer comunicar-se com sua mãe. Já na terceira semana o embrião experimenta uma grande mudança: seu coração está formado, aparece a estrutura cranial e já na décima sexta semana, tem todo o seu perfil humano delimitado. Eis que a vida humana é um processo contínuo, coordenado e progressivo. Tende sempre a expandir-se e a crescer", recordou Dra Cláudia.

A expositora concluiu afirmando que as "exigências éticas em relação ao cuidado da vida e á integridade do embrião demandam que se respeite o ser humano a partir da concepção. O caráter pessoal deve ser reconhecido desde a constatação do início da existência humana".

Fonte: Revista Missões no CEN 2010

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