Leigos Missionários da Consolata reuniram-se em Assembleia Geral

Carlos Roberto Marques/LMC

Realizou-se neste final de semana (12 e 13 de novembro), no Recanto Nossa Senhora Consolata, em São Paulo, a II Assembleia Geral dos Leigos Missionários da Consolata - Região Brasil. O evento contou com a participação de representantes das várias comunidades de leigos e com a assessoria da Irmã Maria Costa/MC. Na manhã do sábado, ao início dos trabalhos, Fátima Bazeggio, membro da Comunidade de São Paulo, na condição de articuladora, fez a acolhida, dando as boas vindas a todos. Após a oração inicial, o Prof. Orestes Asprino foi chamado a fazer um breve histórico do caminho percorrido pelos leigos, desde que, em São Paulo, alguns foram chamados a constituir um grupo com a finalidade de receber uma formação que lhes estimulasse e permitisse, sem perder a condição de leigos, viver e atuar segundo o carisma do Bem-aventurado José Allamano, fundador dos institutos dos Missionários e das Missionárias da Consolata.

Para Orestes, o desafio do leigo é viver o carisma do Padre Allamano, atuando no dia a dia, na família, no trabalho, na sociedade. Destacou que "o missionário não é o que faz, mas o que é. Nossa essência não é o fazer; nossa essência é o ser; mas não é possível parar no ser e perder a oportunidade de fazer". Ao distinguir a atuação dos ordenados e consagrados, em relação ao papel dos leigos, lembrou que "certas situações atípicas da vida do leigo permitem disponibilidade maior e contínua, às vezes permanente - é o caso dos aposentados -, e, em tempos mais exíguos, daqueles que tiram licenças, pequenas ou grandes, para se dedicarem a atividades em locais que precisam ou solicitam sua presença, segundo a proposta da própria Igreja, de o leigo estar onde o padre ou o religioso não pode estar", sublinhou.

Em seguida, coube à Irmã Maria Costa/MC discorrer sobre o carisma, começando por defini-lo como a "manifestação do entusiasmo (que no grego significa "ter Deus dentro de si"), que nos invade quando nos apaixonamos". Para ter carisma, disse ela, é preciso entusiasmo. "Apaixonar-se, entusiasmar-se e transmitir", seriam para ela a essência do carisma. Lembrando Dom Hélder Câmara, resumiu seu pensamento: "Missão é partir, sair de si, ir além de, ir ao encontro; se preciso, ir além dos mares".

A respeito da formação missionária do LMC, Irmã Maria destacou como necessário: a) discernimento de uma vocação específica; b) assumir identidade própria, criando um estilo de viver a fé cristã orientado pelos ensinamentos do Padre José Allamano, desenvolvendo aos poucos o sentido da pertença; c) uma preparação específica em vista da missão, considerando que cada missão tem suas próprias características; e, finalmente, d) uma formação permanente, continuada, já que somos seres em contínuo crescimento. Concluiu discorrendo sobre animação missionária e experiência missionária. Em seguida, abriu-se um momento de reflexão em grupo sobre as dificuldades dos leigos diante das exigências da formação e da própria missão.

 

Fonte: Revista Missões

Deixe uma resposta

dois × um =