Missionários da Consolata na história de Irmã Maria Carola que será beatificada em novembro

Os religiosos e religiosas cotolenguinas, com numerosos trabalhadores leigos e voluntários presentes na África, tem agora em Irmã Maria Carola um modelo a mais a ser seguido: aquela 'cuja vida', declarou uma das testemunhas da causa de beatificação, “refletia a caridade que pregava”.
 Por Vatican News com informações do jornal Avvenire

Irmã Maria Carola Cecchin, da Congregação das Irmãs de São José Bento Cottolengo, será beatificada no dia 5 de novembro em Meru, no Quênia, onde passou a vida proclamando o Evangelho e cuidando dos mais vulneráveis ​​segundo o carisma do fundador.

O anúncio da data da celebração (o decreto de beatificação foi promulgado em 13 de dezembro passado) foi dado em 11 de março, na véspera de um momento importante para toda a família Cottolenguina (religiosos, sacerdotes e irmãos): a abertura no Quênia das celebrações do Jubileu dos 50 anos do retorno da presença Cottolenguina na África.

Uma concomitância que "nos surpreende e comove", sublinharam os três superiores da Família: madre Elda Pezzuto, padre Carmine Arice e irmão Giuseppe Visconti, "uma delicadeza da Divina Providência". "Uma graça extraordinária - acrescenta padre Arice - que a Divina Providência concede a toda a família Cottolenguina presente na África e no mundo como um renovado chamado ao caminho da santidade".

E é precisamente para repassar com reconhecimento pelo trabalho constante da Providência aquele caminho de serviço aos últimos que há meio século a família cottolenguina vem realizando na África, que durante 4 dias, de 12 a 15 de março, os três superiores maiores quiseram viver no Quênia o aniversário - com celebrações, uma conferência e o início de uma peregrinação do ícone e uma relíquia de Cottolengo -, sob o tema 'À luz da Caritas Christi urget nos! Uma viagem de gratidão e profecia'.

A futura beata chegou ao país africano em 1905, o primeiro grupo de missionárias das Irmãs de São José Cottolengo no Quênia

Sua chegada na missão de Tuuru (Diocese de Meru), precisamente no dia 11 de março, no mesmo dia em que chegaram os primeiros religiosos em 1972. Partiram de Turim no final de fevereiro - saudadas pela superiora geral Madre Bianca Crivelli e pela vice-madre Irmã Ines Sormani - Irmã Luigia Comi, Irmã Giuseppina Cibocchi, Irmã Piera Del Pero, Irmã Francesca Busnello e Irmã Giovanna Bortolin, e as duas últimas voltaram para lá justamente para o Jubileu, lembrando aqueles inícios e aquele fecundo caminho iniciado em terra africana que hoje vê a presença da família cottolenguina também na Etiópia e na Tanzânia.

A presença, iniciada em 1972, foi na verdade um retorno, porque um primeiro grupo de 8 freiras cotolenguinas, por desejo pelos Padres da Consolata, havia partido em 1903 e, gradualmente, outras irmãs (44 no total) uniram-se a elas nos anos seguintes, lá permanecendo até 1925, quando o cônego Allamano iniciou a Congregação Missionária da Consolata.

Em 1905, entre as religiosas que partiam para o Quênia estava também Irmã Cecchin: catequista incansável, procurava aliviar todo tipo de miséria e sofrimento sem se poupar. Ela faleceu em 13 de novembro de 1925 durante a viagem do último grupo de religiosos que retornavam à Itália, encerrando aquela primeira experiência missionária.

“As freiras foram pela primeira vez a África para ajudar os Missionários da Consolata, a seu pedido - sublinha o padre Arice -, enquanto em 1972, a decisão de partir para terras africanas foi tomada pela própria Pequena Casa. Hoje os religiosos e religiosas cotolenguinas, com numerosos trabalhadores leigos e voluntários ali presentes, seguindo os passos de São José Bento Cottolengo e como testemunhas generosas da caridade de Cristo, continuam a trabalhar a serviço dos pobres, das pessoas com deficiência, das crianças, dos alunos nas escolas, nos dispensários, paróquias e hospitais". Um caminho que agora, sobretudo no continente africano, tem em Irmã Maria Carola um modelo a mais a ser seguido: aquela 'cuja vida', declarou uma das testemunhas da causa de beatificação, “refletia a caridade que pregava”.

Fonte: Vatican News

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