Igreja do Brasil envia missionária ao Haiti

Os sofrimentos pelos quais o Haiti tem passado, não tem como razão única o terremoto, mas a situação social e herança colonial que marca a história do país, e a cooperação missionária da Igreja ajuda a amenizar as dores do povo, em qualquer lugar que seja.

Por Rosinha Martins

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) realizaram na noite desta terça, 08 de março, durante o CONSEP, a celebração de envio de mais uma missionária para o Haiti. O evento aconteceu na sede da CNBB, em Brasília.

Irmã Vanderléia Corrêa de Mello, 33 anos, natural de Mariópolis (PR), pertence ao Instituto das Irmãs Franciscanas de Cristo Rei. Para ela, ir em missão a um lugar necessitado é uma oportunidade ímpar para colocar-se a serviço. "Sabendo que existe uma carência grande nesse mundo, em todos os sentidos: humano, religioso, econômico, cultural, social e educacional, a minha contribuição poderá ser no campo da evangelização", disse a religiosa.

000 a aenvio missionria 1Mello afirmou, também, que está "vivendo mais intensamente a fé, especialmente no campo educacional e nos projetos,  uma vez que recebeu algumas oportunidades de formação teórica e prática que a ajudarão junto às crianças, adolescentes, jovens e adultos".
"Estou imensamente agradecida a Deus por ter suscitado no meu coração esse querer, ao qual responderei generosamente. Agradeço o Instituto das Irmãs Franciscanas de Cristo Rei, do qual faço parte, pela comunhão e confiança; à CRB e CNBB pela iniciativa desse projeto e por abrir portas para a missão Ad Gentes", revelou.

O presidente da celebração eucarística e presidente da Comissão para a Ação Missionária da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias, falou sobre a alegria que a Igreja do Brasil sente em poder ser uma Igreja-Irmã a serviço do Haiti. "É uma alegria muito grande para a CNBB que neste trabalho de comunhão com a CRB e, desta vez, com as Irmãs Franciscanas de Cristo Rei, poder enviar a irmã Vandeléia ao Haiti", disse.

Dom Esmeraldo recordou que os sofrimentos pelos quais o Haiti tem passado, não tem como razão única o terremoto, mas a situação social e herança colonial que marca a história do país, e a cooperação missionária da Igreja ajuda a amenizar as dores do povo, em qualquer lugar que seja. "Como presidente da comissão, é para mim uma alegria esse gesto de cooperação missionária seja aqui no Brasil, seja em outros países. Que Deus nosso Senhor nos abençoe e que o exemplo da irmã Vanderléia possa servir para outras congregações religiosas e para que os jovens possam acolher este chamado de Deus para a Vida Consagrada".

A superiora provincial de irmã Vanderléia, Irmã Ivoni Fritzen, falou sobre a importância que tem para a congregação enviar uma franciscana de Cristo Rei para a missão. "Estou muito feliz por podermos partilhar da nossa pobreza e mais feliz porque Deus se fez pobreza no meio de nós, se fez pessoa para estar mais próximo. Que a irmã Vanderléia seja presença de Deus no meio daquelas pessoas. Agradecemos a Deus pelo dom da vocação, pela disponibilidade da irmã que se dispõe a ser instrumento de paz junto aos nossos irmãos haitianos".

O envio de irmã Vanderléia Corrêa de Mello para a missão intercongregacional, no Haiti, segundo a assessora executiva da CRB Nacional para a missão, irmã Maria de Fátima Kapp, ssps, significa para a Conferência dos Religiosos do Brasil um testemunho de entrega e gratuidade. "Sentimo-nos, mais uma vez confirmadas/os de que lá, no Haiti, entre os pobres mais pobres é nossa missão. A segunda prioridade trienal (2013 a 2016) da CRB Nacional propõe intensificar a presença missionária e atuação profética, nas situações de fronteira e periferias. Irmã Vanderléia parte enviada em nome da igreja do Brasil, da VRC. Podemos dizer que é a extensão de nosso coração missionário que vai com ela. Estamos em comunhão. Que Deus a ilumine", relatou.

000 a aenvio missionria 5A presidente nacional da CRB, irmã Maria Inês Ribeiro, mad, avalia como positivo o fato de o envio acontecer na sede da CNBB, pois, além do projeto ser da igreja do Brasil, com iniciativa da CRB (na ocasião do terremoto), assumiram juntos o projeto de acolhida dos irmãos haitianos, como presença solidária desde o começo. "Somos uma gota d'água, uma presença amiga, de escuta. Não é a primeira vez que fazemos o envio na sede da CNBB, na presença de tantos pastores, dando esse sentido de que é a igreja do Brasil que envia, embora a paróquia da irmã Vanderléia, a sua congregação já tenha feito de antemão esta celebração. Isso é sinal de que a igreja se une para este envio”.

Irmã Inês ressaltou o trabalho feito em conjunto com os Scalabrinianos que desde o início cederam espaço para a missão. "A parceria com os Scalabrinianos tem crescido. Os trabalhos de artesanato, de cozinha comunitária, são atividades que o povo já faz de forma independente das irmãs. E esse é um dos objetivos da missão: despertar lideranças que possam dar continuidade ao projeto.

Irmã Vanderléia parte para o Haiti no próximo dia 14, em companhia da presidente nacional da CRB, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro,mad.

Fonte: CRB Nacional / POM

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