O Papa vai ao México, sob a proteção da Virgem de Guadalupe

Entre os dias 9 e 12 de Dezembro desse ano, por ocasião das celebrações para a padroeira das Américas, será comunicado o programa oficial da XII viagem internacional do Papa Francisco

Por Alessandro Notarnicola
Foto: Divulgação

O programa da visita do Papa ao México será publicado entre o 9 e o 12 de dezembro, dias muito importantes para o povo mexicano e para a cultura da América Latina, porque lembram a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe a Juan Diego Cuauhtlatoatzin, um asteca que se converteu ao cristianismo

Assim afirmaram fontes da Conferência Episcopal Mexicana (CEM) e da Secretaria para as Relações Exteriores, que comunicaram que o responsável da organização das viagens papais, Alberto Gasbarri, se certificou de que a notícia da agenda fosse publicada nos dias dedicados à Nossa Senhora de Guadalupe.

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"Por sua intercessão – disse Francisco no dia 12 de dezembro do ano passado, por ocasião da celebração da festa da Virgem de Guadalupe presidida na Basílica de São Pedro - a fé cristã começou a se tornar o tesouro mais rico da alma dos povos americanos, cuja pérola preciosa é Jesus Cristo: um património que é transmitido e manifestado até agora no batismo de multidões de pessoas, na fé, na esperança e no amor de muitos, na preciosidade da piedade popular e também naquele ethos dos povos que se mostra na consciência da dignidade da pessoa humana, na paixão pela justiça, na solidariedade com os mais pobres e sofredores, na esperança contra toda esperança, às vezes”.

Gasbarri foi ao México do 3 ao 7 de novembro desse ano, para organizar todos os momentos da visita do Papa Francisco e também para encontrar-se com os representantes da Igreja mexicana e do governo federal mexicano, entre os quais também o presidente Enrique Peña Nieto, com o qual o Papa se reunirá logo que chegar ao México.

Enquanto isso, o bispo de San Cristobal, Mons Felipe Arizmendi, em um artigo publicado pelos bispos nos últimos dias confirmou que o Papa estará no México do 12 ao 20 de fevereiro e que há grande possibilidade de que visite Chiapas, estado mexicano cuja cidade mais importante é San Cristóbal de Las Casas, fundada em 1528 pelos colonos espanhóis, onde, entre outras coisas o Papa, em outubro de 2013 autorizou a celebração de missas e sacramentos em tzotzil e Tzetzal, as línguas indígenas antigas anteriores à conquista do México e, portanto, faladas também pela Virgem na célebre aparição da colina do Tepeyac, na manhã do 09 de dezembro de 1531.

"É muito provável que o Papa Francisco visite a diocese de San Cristóbal de las Casas, na primeira metade do mês de fevereiro, e que celebre uma grande missa multitudinária à qual poderão participar todas as pessoas que queiram, dirigindo um convite especial para povos indígenas, não só do Estado de Chiapas, mas de todo o país", escreveu o bispo.

Enquanto isso, o governador do estado de Michoacan, Silvano auréolas Conejo, confirmou sempre em Excelsior que o seu estado será visitado pelo Papa, que se concentrará particularmente na capital, Morelia, onde vai celebrar a Missa em um dos dois estados (Estádio Morelos ou, alternativamente, no Estádio Venustiano Carranza), embora se ainda não se conhece a data exata da chegada do pontífice. Até agora é certo que o Secretário do Governo, Adrián López Solís, nos últimos dias se reuniu com o Núncio Apostólico no México, mons. Christopher Pierre, e com Alberto Gasbarri, para saber mais sobre os locais que o Santo Padre visitará durante sua visita a Michoacán.

Além disso, nos círculos eclesiásticos, é de notar que, para além destas etapas consideradas pelos organizadores da viagem papal, é certo que Francisco irá à Basílica de Guadalupe e à Catedral Metropolitana e que provavelmente poderá chegar a Ciudad Juarez, no Estado de Chihuahua, onde surge a Casa do Migrante, comunidade fundada pelo Beato João Batista Scalabrini em 1887, para colocar-se a serviço dos migrantes e das famílias de refugiados.

Desde 1987, a Casa del Migrante Scalabrini acolheu mais de 190.000 mexicanos migrantes e de outros países da América Central. Nos últimos cinco anos, cerca de 75% dos hóspedes foram os migrantes expatriados dos Estados Unidos. O diretor desta instituição, há alguns meses, definiu a comunidade “Casa dos Repatriados” a não do Migrante, porque o 90% das pessoas que chegam são repatriadas.

Fonte: ZENIT

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