Região Brasilândia se prepara para viver a CFE-2010

Karla Maria

A Campanha da Fratenidade Ecumênica - CFE de 2010, tem o objetivo de colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e das pessoas de boa vontade.." (Texto-base, 2009:17).

A Região Episcopal Brasilândia, localizada na Arquidiocese de São Paulo, em comunhão com toda a Igreja do Brasil realiza um Encontro de Formação para agentes de Pastoral, com o objetivo de aprofundar o tema da CFE-2010, e assim capacitar as lideranças das comunidades, para viverem de modo solidário, no combate ao individualismo e consumo exacerbado, aprimorando a consciência econômica, política, ambiental e cristã.

Encontro de Formação para agentes de Pastoral
Data: 30 de janeiro (próximo sábado)
Horário: das 9h às 11h30
Local: Paróquia Santos Apóstolos (Av. Itaberaba, 3907 - Jd. Maracanã, Tel.: 11 3851.4535 )São Paulo - SP
Assessoria: Rita de Cássia Angarten Marchiore (Arquidiocese de Campinas)

A CFE-2010 está sendo pensada na Região Episcopal Brasilândia, por uma equipe executiva, composta por membros de todos os setores da região e pela juventude, com a coordenação de Reinaldo Torres, padre na Paróquia Nossa Sra. do Retiro, Setor Pereira Barreto.

Mais informações na Cúria Regional 11 3924-0020 ou com Karla Maria no 11 8831-8485.

O rosto da Região Episcopal Brasilândia
"A Brasilândia não se faz igreja dos pobres simplesmente por situação geográfica. Também aqui a questão é de mentalidade. A evangélica opção pelos pobres, reafirmada pela Conferência de Aparecida e pelas Diretrizes Gerais da CNBB, não é opcional, nem relativa, nem geográfica. É inerente à fé cristã, como até o papa reconhece. A Brasilândia é igreja dos pobres não porque está na periferia, mas porque reconhece a presença de seu Deus no meio desse povo. Por isso não é simplesmente assistencialista, e nunca se afastou da prática política. Uma igreja dos pobres não é a que simplesmente os reúne e lhes dá coisas que se tem, seja comida ou catequese; igreja dos pobres é a que se põe a seu serviço, que assume sua defesa proclamando "o evangelho da dignidade humana", segundo as palavras de Aparecida.

É uma igreja que não separa material do espiritual, nem temporal ou social do religioso; é uma igreja que sabe que existem estruturas de pecado, mesmo se não se fala mais delas (aliás, a perda da consciência de pecado não se dá, sobretudo, no nível estrutural); é uma igreja que não se contenta em rezar para que o sofrimento do irmão diminua, mas que se compromete solidariamente com os que sofrem. E aqui, muitas vezes, a Brasilândia foi "a voz do que grita no deserto"; outras vezes teve de ouvir o grito do pobre "clamando à porta", porque até corria o risco de esquecer sua identidade e sua função.

A Brasilândia é uma igreja da periferia que vive do provisório e com teimosia se afirma no espírito das CEBs como igreja dos pobres, apesar de seus pecados; investe na formação e na participação de todo o Povo de Deus para viver o Espírito de Comunhão, como igreja toda ministerial, participativa, crítica e coerente; onde brilham não poucos testemunhos de santidade, e na fidelidade do seguimento de Jesus proclama a Esperança do Reino de Deus."

Antonio Manzatto, padre na Região Brasilândia, diretor de Teologia da Faculdade de Nossa Senhora da Assunção da Arquidiocese de São Paulo.

 

Fonte: Revista Missões

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