Fátima: O Espírito Santo, “tira-nos do confinamento e do isolamento espiritual”

Cardeal D. António Marto, no Santuário de Fátima  (AF_SantuarioFatima)

Cardeal D. António Marto, no Santuário de Fátima (AF_SantuarioFatima)

D. António Marto presidiu à primeira missa dominical no Recinto de Oração com a presença de peregrinos após a suspensão das celebrações comunitárias com fiéis, decretada a 13 de março.
Por Domingos Pinto

“É belo!  Sei que todos nós tínhamos saudades que voltasse este momento. Eu também tinha saudades de ver os peregrinos de Fátima; por isso compreendeis a minha alegria”.

Foi desta forma emocionada que D. António Marto, bispo de Leiria e Fátima, saudou os peregrinos no passado domingo, 31 de maio, na primeira Missa dominical que presidiu no Recinto de Oração após a suspensão das celebrações comunitárias com fiéis, decretada a 13 de março.

Na celebração transmitida pela TVI, o cardeal português contextualizou a Festa do Pentecostes e a sua atualidade para o nosso tempo lembrando aos fiéis que a “fé é individual, mas é também comunitária”.

“Ninguém é cristão sozinho. A nossa fé é interior mas também tem uma dimensão visível, de encontro, face a face e de comunhão interpessoal”, realçou D. António Marto que explicou a ação do Espírito Santo na construção de uma Igreja “em saída, que anuncia a boa nova do Evangelho a vários povos e culturas, que abate barreiras e muros e cria a fraternidade”.

“Esta é a hora em que o Espírito abre e renova a face da terra. O seu poder tira-nos do confinamento e do isolamento espiritual, do nosso individualismo e do nosso comodismo”, disse o prelado que pediu para recebermos o Espírito Santo como um dom que “nos é oferecido para o nosso tempo”.

Na sua homilia, D. António Marto assinalou que os apóstolos “viveram uma experiência de confinamento no Cenáculo, com medo e incerteza sobre o que iria acontecer e, de repente, foram surpreendidos com a vinda do Espírito Santo”, uma experiência que nos desafia a abrir “as nossas janelas, escancarar as mentes e os corações fechados”.

Depois de alertar para o perigo de “uma fé rotineira, sem entusiasmo e tantas vezes vivida como se fosse um fardo que nos esmaga” D. António Marto pediu a construção de uma Igreja “acolhedora”, que vai “ao encontro das periferias” e “não fecha a porta na cara de ninguém”.

No final da celebração o bispo de Leiria-Fátima deixou uma saudação especial aos doentes e a todas as vítimas diretas e indiretas da Covid-19.

Fonte: Vatican News

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