Sínodo: apresentação do relatório final

Nesta etapa do Sínodo, tenta-se recolher pouco a pouco os resultados das reflexões feitas sobre o tema da vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.

Por Rádio Vaticano

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Os padres sinodais têm a manhã livre esta quinta-feira (22/10) para, à tarde, em plenário, ouvirem a apresentação do relatório final, como confirma o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer:

 

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Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer. (Foto: Divulgação)

“Nesta etapa do Sínodo, tenta-se recolher pouco a pouco os resultados das reflexões feitas sobre o tema da vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo. Hoje à tarde, será apresentado o relatório elaborado pela Comissão de Redação, a partir de todas as contribuições recebidas em plenário e nos círculos menores. Depois, teremos ainda a sexta-feira para mais um momento de reflexão em plenário sobre o próprio relatório, antes que se parta para a votação ponto por ponto no sábado.”

Existe a expectativa de que algo mude em relação aos divorciados recasados?

Cardeal Odilo:- “Foi motivo de reflexão, com muitas contribuições, onde nem todos têm a mesma linha de pensamento. Mas não em termos de polêmica. Foi motivo de reflexão sobretudo na terceira parte do Instrumento de Trabalho, onde o assunto propriamente entra. E as reflexões sobre isso são na linha do trato pastoral, não na linha doutrinal. Quer dizer, primeiramente fica descartada a possibilidade de pensar que a Igreja vai aprovar o divórcio. Já foi feito o motu próprio sobre a agilização dos processos de reconhecimento da nulidade matrimonial, mas isto vai na linha da nulidade, não da anulação, ou seja, do divórcio. Onde houver a possibilidade de reconhecer a nulidade, então haverá também a possibilidade de um casamento verdadeiro. Mas o divórcio não entra. A Igreja não o aprova, isto está fora de cogitação. Por outro lado, se os recasados, os que vivem em segunda união, poderão comungar normalmente, a linha das reflexões é pela não generalização de uma solução. Não haverá uma solução genérica, dizendo ‘Sim, podem todos ir à comunhão’. Mas está se refletindo sobre uma atenção personalizada aos casos, caso por caso, situação por situação, porque sempre são muito diversificadas as situações. Há sugestões para que se possibilite o acesso à comunhão eucarística para certas situações, certas circunstâncias. Há também aqueles que acham que não se deva mudar a atual disposição.”

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