Leigos da Consolata envolvidos na pastoral afrocolombiana

Elísio Assunção

Grupo de jovens colombianos de Cali, dedicam-se à pastoral afrocolombiana e decidem entrar para os Leigos Missionários da Consolata

Na assembleia nacional dos Leigos Missionários da Consolata (LMC) da Colômbia, no final de Junho, cinco jovens de Cali fazem o seu compromisso LMC. Outros dois estão em formação. A jovem Nasli Lucumi, fundadora do grupo e que assumiu o compromisso LMC, conta como tudo começou. Em 2000, os missionários da Consolata foram convidados a assumir a coordenação da pastoral afrocolombiana da arquidiciocese de Cali. Passados nove anos, o missionário Salvador Medina, superior provincial, apresentou aos jovens o laicado missionário da Consolata. "Ficamos muito entusiasmados com essa ideia e voltamos para casa com a inquietude". Logo a seguir, o coordenador nacional dos LMC, Pedro Cortés, visitou o grupo de Cali, dando início aos primeiros contactos e aproximações. Em 2010, os jovens começaram o processo de formação específica, com reuniões, encontros, temáticas relacionadas com o carisma e espiritualidade, e a vocação LMC. O processo foi incluído no trabalho que já realizavam enquanto agentes da pastoral afrocolombiana.

Quem anima a nova comunidade é o beato José Allamano e os seus sonhos de missão em África. "A partir da vocação LMC, queremos introduzir uma leitura pessoal da espiritualidade e do carisma na pastoral afrocolombiana", explica Nasli Lucumi. "Que bom seria que todas as pessoas desta grande família da Consolata se deixassem contagiar por esta pastoral". Os jovens assumem vários empenhos, como visitas às comunidades, presença em várias paróquias, animações missionárias nos tempos litúrgicos mais fortes e nas festas relacionadas com os afrodescendentes, formações e retiros, intercâmbio de experiências com organizações que trabalham com a realidade afrocolombiana, visitas e partilhas com jovens nas várias instituições educativas. Como elemento presente e característico de todas as actividades, a jovem LMC refere que "a Eucarístia Afrocolombiana é o nosso símbolo, o nosso rosto".

A comunidade LMC sente o apoio de toda a diocese e o reconhecimento pelo trabalho que dedicam à pastoral afrocolombiana. Alguns missionários fizeram-se promotores da pastoral e da comunidade LMC. Nasli Lucumi sente um grande entusiasmo. "O trabalho nesta pastoral ajuda-me a fortalecer a minha identidade cultural, histórica e pessoal. Neste momento, seguindo o caminho da pastoral afrocolombiana fundado no carisma e espiritualidade de Allamano, quero seguir esta missão e, se Deus permitir, um dia ser enviada para trabalhar no Quénia". Lembra que 2011 é o Ano Internacional do Povo Afrodescendente. É urgente conhecer a história destes povos, e sobretudo, apoiá-los na reconstrução da sua identidade africana e na luta pelos seus direitos.

Fonte: www.fatimamissionaria.pt

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