"Com os religiosos formamos a igreja em estágio permanente de missão". A afirmação do presidente do regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul), dom José Mário Stroeher, abriu nesta quarta-feira, 3, o encontro dos bispos e superiores de congregações religiosas do Rio Grande do Sul. O encontro anual tratou do apoio e a contribuição dos religiosos no projeto da Missão Continental consagrado pela Conferência de Aparecida.
Dom José Mário afirmou que todos os cristãos são chamados a defender a vida quando ela estiver ameaçada. "A missão continental exige de nós uma atuação profética missionária e de promoção integral de homens e mulheres". Com a assessoria do teólogo, Frei Luiz Carlos Suzin, os participantes aprofundaram as dimensões e os desafios da missão continental para que ela seja coerente com os princípios da fé e promotora da justiça e da paz.
Durante o encontro foram debatidas medidas conjuntas em defasa da filantropia para as entidades católicas que desenvolvem atividades de saúde, educação e assistência social. O superior provincial dos jesuítas, padre Geraldo Colling, explicou que as congregações religiosas exigem que seja respeitada a sua missão de realizar a promoção humana, no papel subsidiário às responsabilidades do Estado. Ele afirmou ainda que haverá um grande prejuízo para a população pobre caso seja retirada a filantropia em qualquer uma das três áreas. "As ameaças e os ataques ao nosso trabalho são evidentes, quer seja através das alterações legais e através da influência da mídia que procura descaracterizar nossa ação". Ele ressalta que os religiosos aplicam com seriedade os benefícios da filantropia nas próprias atividades. "Portanto, o recurso público retorna plenamente às comunidades", afirmou.
Fonte: CNBB