Os Congressos Missionários marcaram profundamente a caminhada eclesial e
missionária da Igreja na América, “até chegar a uma progressiva,
responsável e original abertura universal”.
Os Comlas foram promovidos por inspiração das Pontifícias Obras
Missionárias (POM) e organizados com a colaboração conjuntamente
responsável das Conferências Episcopais, mediante a participação ativa
das Igrejas particulares, de todos os organismos e forças missionárias
dos países latino-americanos e caribenhos, e tiveram origem nos
Congressos Missionários Nacionais do México.
Os Comlas não foram acontecimentos isolados na caminhada evangelizadora
das Igrejas da América Latina. Eles expressaram e celebraram a vida e
iniciativas missionárias das nossas Igrejas e a “exigência evangélica da
Missão até os confins da terra” (DSD 125). Situam-se antes na dimensão
do carisma que da instituição. Seus passos marcaram a caminhada
missionária da América Latina, “Continente da Esperança Missionária”
(João Paulo II). “Os Congressos Missionários Latino-Americanos (Comlas)
são incentivo para uma tomada de consciência da exigência evangélica da
Missão até os confins da terra” (DSD125).
“A Missão, nascida do amor salvador do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, é a própria essência da Igreja, renova-a constantemente, dá novo
vigor à sua fé e identidade, concede-lhe novo entusiasmo e novas
motivações” (cf. RM 2).
A Importância dos Comlas e dos CAMs
Os sete Congressos Missionários Latino-Americanos (Comlas) e os dois
Congressos Missionários Americanos (CAMs) tornaram-se o referencial da
animação e formação missionária da América, tendo inclusive influenciado
na dimensão missionária da Igreja latino-americana, uma vez que várias
de suas propostas foram levadas em conta pelas Conferências Gerais do
Episcopado Latino-Americano. Tornaram-se, pois, uma resposta para a
consciência missionária “ad gentes”.
Neste sentido, os CAMs–Comlas são eventos de transcendência e
importância para a caminhada missionária da América, à medida que
despertaram e animaram muitas Igrejas particulares a incrementar seu
dinamismo missionário e enviar missionários “além-fronteiras”, “dando de
sua pobreza” (DP 368).
É bem sabido que os processos de preparação, incluindo o Instrumento de
Trabalho, os Anos Missionários, a preparação da sede, as animações nas
paróquias para conseguir alojamentos para os congressistas, a
participação do clero, dos Bispos, religiosas, religiosos e Povo de Deus
nas diferentes etapas que compreendem um CAM–Comla fortalecem muito a
catolicidade e comprometem ainda mais com a dimensão missionária da
Igreja.
Cabe dizer que a vitalidade que os CAMs–Comlas adquiriram é vivida e
sentida em todos os países, uma vez que na etapa preparatória é
programada e realizada uma série de atividades de animação e formação
missionária para todo o Povo de Deus, o que demonstra que a dimensão
missionária reúne todos os setores da nossa Igreja na América.
Devemos ressaltar que o CAM 3–Comla 8 terá estreita relação com a
preparação da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, que
dará ainda maior transcendência ao CAM 3–Comla 8, devido às implicações
dela em cada Igreja particular. É o caso de ressaltar que todos os países que organizaram os CAMs–Comlas
mencionaram que o trabalho realizado em sua preparação é muito exigente,
e, ao mesmo tempo, uma grande bênção para o país anfitrião. OBJETIVO GERAL
Propiciar nas Igrejas particulares da América o acontecimento iminente
de Pentecostes, para que, a partir da experiência do discipulado,
ponham-se em “estado de Missão” e impulsionem a Nova Evangelização e a
Missão “ad gentes”.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Formar discípulos missionários do Evangelho da vida e esperança, para
servir à Nova Evangelização e à Missão “ad gentes”.
Comprometer as famílias cristãs na missão evangelizadora da Igreja, paraque, redescobrindo sua identidade, ponham-se ao serviço da Nova
Evangelização e da Missão “ad gentes”.
Fomentar a dimensão missionária da paróquia como comunidade de
comunidades e dos movimentos leigos, para que todo o Povo de Deus assuma
sua responsabilidade com a Nova Evangelização e a Missão “ad gentes”.
Promover o espírito missionário nos ministérios e carismas da Igreja
particular, para que todos os seus agentes pastorais, estruturas e
instâncias eclesiais sirvam à Nova Evangelização e à Missão “ad gentes”.
Animar a Igreja na América para que chegue a ser “casa e escola de
comunhão” ao serviço da Nova Evangelização e da Missão “ad gentes”.
EIXOS CENTRAIS DO CAM3-Comla8
Queremos preparar e celebrar o 3º Congresso Missionário Americano (CAM
3) e 8º Congresso Missionário Latino-Americano (Comla 8), que, diante
dos desafios, esperanças e mudanças que vivemos na Igreja e no mundo na
época atual, seja capaz de integrar três realidades, como eixos
centrais, do dinamismo eclesial na história:
Reavivar o acontecimento fundador e inspirador de Pentecostes nas
“Igrejas particulares, para que todo o Povo de Deus seja convidado a
lembrar com gratidão o passado, a viver com paixão o presente e a
abrir-se com confiança ao futuro”, na responsabilidade histórica da
Igreja, anunciando o Evangelho (NMI 1).
Promover, com renovada imaginação e criatividade, a Nova Evangelização
no contexto de um mundo globalizado, que tenha o novo “ardor” dos
discípulos do Senhor, gerador de “um entusiasmo irrefreável na tarefa de
anunciar o Evangelho”; que se abra às novas “expressões” dos santos,
homens e mulheres livres no Espírito; e implante novos métodos para a
Evangelização, no estilo dos profetas, abertos aos sinais dos tempos (SD
28-30).
Propiciar que as Igrejas particulares da América se abram aos “imensos
horizontes da Missão ‘ad gentes’”, onde Cristo e o seu Evangelho não são
conhecidos, e “onde faltam comunidades cristãs suficientemente maduras
para encarnar a fé no próprio ambiente e anunciá-la a outros” (RM
31.33). ÊNFASES DO CAM 3–Comla 8 As ênfases que desejamos imprimir ao nosso próximo Congresso Missionário
Americano com a finalidade de fomentar as exigências que advêm do
mandado missionário do Cristo Redentor são:
Partindo da experiência eclesial de Pentecostes, queremos que todo o
Continente Americano se declare em “estado de Missão”, para enfrentar o
desafio de que a Missão confiada à Igreja “encontra-se ainda nos começos
e que nos devemos comprometer com todas as nossas energias ao seu
serviço” (RM 1). Esta opção permitirá fazer de cada Igreja particular o âmbito e contexto
da Nova Evangelização e da Missão “ad gentes”, e, ao mesmo tempo,
destinatária e protagonista do anúncio de Cristo.
Partindo da experiência cristológica de Pentecostes, em direção ao
desafio da Nova Evangelização, como a melhor proposta para o homem e a
mulher do século 21, que sofre as conseqüências da secularização e do
materialismo. Esta opção implicará favorecer, pessoal e comunitariamente, experiências
de Deus, de encontro com Cristo e de abertura ao Espírito, que encham de
sentido a vida das pessoas e dos povos e os orientem em função do Reino,
mediante o anúncio do Evangelho, a promoção humana e a evangelização da
cultura.
Partindo da experiência antropológica de Pentecostes “para a Missão 'ad
gentes’ e para a construção do Reino de Deus”. Esta opção exigirá abrir-se ao mistério de Deus-Uno e Trino que revela
seu plano salvífico na vida das pessoas e na história dos povos,
preferencialmente aos mais pobres, dirigindo-se de modo especial aos
“grupos e ambientes não-cristãos”. A eles deverá ser explícito o anúncio
de Cristo e do seu Evangelho, com eles haver-se-á de edificar a Igreja
local e promover os valores do Reino (RM 34).