Líder da oposição se declara presidente na Venezuela

Guaido foi imediatamente reconhecido como o novo chefe de Estado pelo presidente Trump e pelo secretário da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

Silvonei José - Cidade do Vaticano
Foto: ANSA

Esta quarta-feira foi mais um dia de manifestações na Venezuela contra o governo, pela liberdade e a democracia. O líder da oposição venezuelana, Juan Guaido, proclamou-se presidente do país diante de apoiadores reunidos em Caracas.

Guaido: apelo por novas eleições
Guaido fez um juramento na praça Juan Pablo II, afirmando "assumir formalmente a responsabilidade do executivo como presidente encarregado da Venezuela para pôr fim à usurpação, formar um governo de transição e convocar eleições livres". Guaido fez então um apelo às Forças Armadas pedindo que restabeleçam a Constituição no país sul-americano, atingido por uma dramática situação humanitária.

Trump reconhece Guaido
Imediata a reação do presidente estadunidense Donald Trump, que reconheceu oficialmente Guaido no comando da Venezuela. Trump apelou a todas as capitais ocidentais para seguir o seu exemplo e desconhecer o governo de Nicolás Maduro. "O povo da Venezuela", disse o presidente dos EUA, "corajosamente fez ouvir a sua voz contra Nicolás Maduro e o seu regime, e pediu liberdade e respeito pela lei".

Congratulações da OEA
Depois de algum tempo, chegou também o reconhecimento do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. "Nossas congratuções a Juan Guaido - disse - como Presidente encarregado da Venezuela. Ele têm todo o nosso reconhecimento para promover o retorno do país à democracia".

O apelo da Igreja venezuelana
Enquanto isso, a Igreja continua a apoiar o povo. Depois do comunicado desta terça-feira da Presidência da Conferência Episcopal da Venezuela (Cev), na manhã desta quarta-feira foi divulgada uma nota da Comissão Justiça e Paz da Igreja venezuelana assinada pelo presidente, Dom Roberto Lückert, bispo emérito de Coro. No texto, "se exorta e se exige” das forças de segurança "o respeito pelos cidadãos que se manifestam hoje, cujo direito está consagrado no artigo 68 da Constituição, evitando a repressão violenta, detenções arbitrárias, formas cruéis e o uso de armas de fogo e substâncias tóxicas para controlar manifestações pacíficas". A Comissão observa que a Assembléia Nacional é "atualmente o único órgão do poder público legitimado a exercer seu poder" e que a manifestação tem também a finalidade de consulta popular com o chamado “Cabildo aberto”, uma forma de consulta popular prevista na Constituição “e cujas decisões são vinculativas para todas as instâncias do Estado”.

Quatro vítimas nos confrontos
Vítimas também nestas horas. A grande manifestação da oposição de hoje foi precedida por uma noite de conflitos, em que quatro pessoas foram mortas, segundo referiram alguns meios de comunicação sul-americanos.

Fonte: Vatican News

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