Missionários da Consolata realizam Assembleia e elegem nova direção

O encontro reuniu mais de 50 padres e seminaristas que trabalham nos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Por Paulo Mzé e Jaime C. Patias

Os missionários da Consolata que atuam no Brasil se reuniram em Assembleia para avaliar suas atividades e eleger a nova direção para os próximos três anos. Realizado na casa regional da congregação, na zona Norte de São Paulo, dias 16 a 21 de maio, o encontro reuniu mais de 50 padres e seminaristas que trabalham nos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

padrestefanoassembleia1Em visita canônica ao Brasil, o superior Geral do Instituto Missões Consolata (IMC), padre Stefano Camerlengo, acompanhou os trabalhos e insistiu sobre a revitalização e reestruturação da Congregação. “O mundo está mudando, a missão muda. Precisamos primeiramente sonhar a instituição que queremos. Depois, se perguntar como realizar este sonho. O coração de tudo é a missão. Se perdermos a missão não haverá mais razão de existir”, disse o padre Geral. “Essa revitalização visa qualificar a missão, valorizar os missionários e descentralizar a Congregação por meio de uma organização continental”. Padre Stefano visitou todas as comunidades IMC, conversou com os missionários, e ao defender a identidade e o carisma, questionou sobre as presenças e atividades de evangelização. No início, o objetivo do Fundador era claro: “Nós somos para a missão Ad Gentes. Hoje, assumimos uma série de atividades que podem descaracterizar a ideia original”.

Para iluminar os trabalhos da Assembleia houve uma reflexão sobre a “Missão e Cooperação missionária”, tendo como base o documento de estudo da CNBB sobre o tema (Doc. Estudo 108). A reflexão contou com a assessoria do secretário da Pontifícia União Missionária, padre Jaime Carlos Patias, imc.

Considerando que o Instituto Missões Consolata foi fundado pelo Bem-aventurado José Allamano, sacerdote diocesano de Turim na Itália, para a missão Ad Gntes (os não cristãos), cabe perguntar se a Congregação hoje, é fiel ao seu carisma. Padre Patias recordou que “a Igreja é por sua natureza missionária” (AG 2). Por isso, “ela é chamada a ser testemunha de Cristo no mundo e na história, até os confins da terra e o final dos tempos”. A Igreja local é a principal responsável pela missão universal e as congregações, em especial as de carisma Ad Gentes, devem ser corresponsáveis nessa tarefa. Hoje podemos distinguir três âmbitos de missão: a Pastoral (nas comunidades cristãs); a Nova Evangelização (na sociedade), e a Missão Ad Gentes (aos povos). O desafio é, nas dioceses e paróquias, articular estas três dimensões, considerando que a missão é uma só tanto na comunidade quanto na sociedade e no meio dos povos.

Eleição da nova Direção

Padres Jaime, Stephen, Aquileo, Lírio e Paulo.

Padres Jaime, Stephen, Aquiléo, Lírio e Paulo.

No dia 19, a Assembleia elegeu o padre Aquiléo Fiorentini (no centro da foto), novo superior Provincial do IMC no Brasil. Natural do Rio Grande do Sul, padre Aquiléo cursou teologia em Roma e trabalhou em Moçambique. Fez parte da Direção Geral em Roma por 12 anos: seis como conselheiro e seis como superior. Foram eleitos também como conselheiros, os padres Lírio Girardi (vice-superior), Jaime Carlos Patias, Stephen Murungi e Paulo Mzé.

Dom Sérgio de Deus Borges, bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, Região Santana, visitou a Assembleia onde presidiu missa. O bispo agradeceu o trabalho realizado pelos missionários em todo mundo e sobretudo na arquidiocese de São Paulo onde a Consolata é responsável por três paróquias, um Centro de Animação Missionária, um seminário teológico, além de ter sua casa regional. “A Igreja precisa de missionários com coragem de sair e ir ao encontro dos que mais necessitam. Para isso, é necessária fidelidade ao primeiro amor, Jesus Cristo e à consagração para a missão”, afirmou dom Sérgio.

Além de fundar, em 1901, a Congregação dos missionários da Consolata com padres e irmãos, o Bem-aventurado José Allamano fundou, em 1910, as Irmãs missionárias da Consolata. Juntas, as duas congregações estão presentes em 26 países da África, Ásia, Europa e América. No Brasil atuam 51 padres, um irmão, quatro diáconos, três bispos e 16 seminaristas professos. O trabalho se desenvolve em 11 paróquias, três seminários e três centros de animação missionária.

A superiora Regional das Irmãs da Consolata no Brasil, Irmã Anair Voltolini, também esteve na Assembleia e partilhou o caminho de revitalização que elas realizam desde 2011. “O objetivo é dar mais qualidade de vida e melhor responder aos atuais desafios da missão”, explicou a religiosa. Na congregação, cerca de 70 irmãs brasileiras trabalham além-fronteiras.

Os missionários da Consolata no mundo somam hoje, mais de mil membros e as missionárias cerca de 600. Uma das missões mais ousadas é a presença, há 50 anos, entre os indígenas Yanomami na Amazônia brasileira. Na Ásia, chama a atenção o trabalho na Mongólia e em Taiwan, na porta da China. Na África, as missões Consolata se desenvolvem em 10 países.

A Assembleia concluiu com uma missa em ação de graças pelo jubileu dos padres que, este ano, completam 50 anos de ordenação (Adriano Prado, Lírio Girardi e João Monteiro da Felícia), 25 anos de ordenação (Olivaldo Lima) e 50 anos de profissão religiosa (Sabino Mariga). Para festejar, a paróquia Nossa Senhora Consolata ofereceu um almoço de confraternização.

Fonte: POM

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