Bispo diz que Repam "vem iluminar trevas na Amazônia"

A Repam vem ser para nós um impulso, um entusiasmo, este instrumento, uma ferramenta como Igreja na Amazônia.

Por Cristiane Murray
Foto: Tiago Correa/CMM

Encerrou ontem, o Encontro da Repam, a Rede Eclesial Pan-amazônica, estiveram participando cerca de 80 pessoas. Painéis, apresentações de vídeos, testemunhos de povos autóctones e orações indígenas fizeram parte nesta primeira Assembleia Plenária da Rede, criada em setembro de 2014.  Mas o que se concretizou neste evento? Aonde ele quis chegar?

Natural de Jacarezinho (PR), Dom Mário Antônio da Silva é bispo auxiliar de Manaus desde 2010. Presidente do Regional Norte 1 da CNBB, que compreende Amazonas e Roraima, o bispo participou do Encontro. Para ele, a Repam ilumina as trevas e soma as forças na Amazônia.

 

CMM

“É um privilégio poder estar aqui representando o nosso Regional Norte 1 e ao mesmo tempo é um compromisso com a vida do planeta, com a vida da nossa Pan-amazônia, incluindo de maneira especial os povos e comunidades que vivem nessa grande Amazônia. Vêm conosco a este encontro muitas expectativas de bem, felicidade, paz, de justiça e de vida plena para o nosso povo. À luz de tanta alegria e tantas belezas da natureza da região amazônica, mas também à luz de tantas dificuldades - há mais trevas do que luz! - que enfrentam o nosso povo, principalmente neste momento dos grandes projetos com o cunho do desenvolvimento, mas que às vezes mais parecem progresso para as grandes empresas, para os grandes negócios, do que benefícios para a vida do nosso povo, sobretudo das comunidades indígenas que vivem na floresta e das comunidades ribeirinhas. É claro que isso também implica dificuldades para o povo que vive nas pequenas e grandes cidades da região amazônica”.

“A Repam vem ser para nós um impulso, um entusiasmo, este instrumento, uma ferramenta como Igreja na Amazônia. A grande questão que estamos aqui refletindo é como ser Igreja na Amazônia no contexto de hoje, enfrentando a realidade, encarando de frente a situação da vida de nossa gente, bem como a necessidade, à luz da encíclica Laudato si, de cuidar da casa comum, de cuidar da natureza, de cuidar do planeta. A Repam está sendo para nós este momento de abrir os olhos, com a participação de toda a Igreja católica e de outras forças, inclusive não religiosas, para nos apoiar nesta luta comum, que é o ideal do cristão. Tal como Jesus, para que todos tenham vida e vida em plenitude. Que realmente fiquemos inquietos, para que todos possam ter uma vida plena, de acordo com a sua dignidade. O grande apelo, falando em Amazônia e Repam, é que realmente haja o desenvolvimento integral”.

“A Repam não é contra o progresso, desde que seja sustentável e que possa colaborar para o desenvolvimento integral das pessoas. Não basta as empresas, as grandes industrias ou os grandes negociantes terem seus lucros se não contemplarem as necessidades da população que habita a região. É um momento de reflexão, um momento de somar forças e ao mesmo tempo de elaborar estratégias de ação para que no concreto possamos agir e fazer o bem para aqueles que vivem conosco”.

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Primeiro dia 16/11 - A Rede Eclesial Panamazônica - REPAM iniciou no dia 16 de novembro em Bogotá, Colômbia, encontro... Posted by Revista Missões on Segunda, 16 de novembro de 2015
Fonte: br.radiovaticana.va
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