Envio missionário do padre Júlio César

Rosa Clara Franzoi

No dia 16 de outubro, padre Júlio César Caldeira, imc, oficializou sua destinação à Amazônia Equatoriana - Sucumbíos - com o "Envio Missionário", na Comunidade Santa Edviges, em Paraíba do Sul, RJ. Simplesmente oficializou, pois, ainda antes de ser ordenado padre, estava lá fazendo a sua primeira experiência missionária, no atendimento às comunidades indígenas.

Júlio é natural de Paraíba do Sul, cidade onde mora a sua família e também onde recebeu no dia 18 de agosto a Ordenação Sacerdotal, na Paróquia Santo Antônio. A Comunidade ‘Santa Edviges', que pertence à paróquia, quis celebrar este "Envio", bem no dia da festa da Padroeira. Uma procissão precedeu a celebração eucarística solene animada pelo pároco, padre Valdir e bem participada pelo povo, que ia expressando sua devoção à santa com orações, cantos e rojões. Durante a homilia, padre Valdir destacou alguns pontos da vida de Santa Edviges, especialmente o seu amor pelos pobres, a quem dedicou grande parte dela. Possuidora de bens, pois era muito rica, por amor a Jesus Cristo, acabou investindo tudo em benefício dos pobres, o que nos deixa - disse padre Valdir - "um apelo, a termos um coração desapegado das coisas materiais, que sabe partilhar, que sabe ir ao encontro dos mais necessitados". Em seguida, para ressaltar o "Envio Missionário" do padre Júlio César, padre Valdir fez uma reflexão sobre a Igreja Missionária, apelando à expressão do Concílio Vaticano II, que diz: "A Igreja, ou é Missionária ou não é a Igreja de Jesus". Isto está bem evidente no Evangelho onde lemos: "antes de subir ao céu, Jesus disse aos apóstolos: Ide pelo mundo anunciai o Evangelho a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mc 16, 15).

Conferir o "Envio Missionário" a alguém, na sua própria comunidade é muito significativo, pois é tornar esta porção da Igreja participante da missão do enviado. Padre Júlio César não vai partir sozinho. Ele foi enviado pela comunidade e, portanto, todos os presentes se comprometeram de acompanhá-lo com sua oração, com a troca de notícias e também com uma vivência mais consciente da vocação do seu batismo, vivida como testemunho convicto na realidade onde atua.

Na hora do "Envio", o missionário recebeu das mãos de padre Valdir um crucifixo. O gesto foi acompanhado com estas palavras: "Recebe, padre Júlio, a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela seja para você, sustento e proteção nos perigos, força e coragem nas dificuldades do dia a dia; e que, pelo seu testemunho de vida e pela Palavra, Ele seja anunciado a todos".

Praticamente, é esta a finalidade da missão e do trabalho do missionário: testemunhar, pela vida e palavra, a mensagem do Evangelho a todos, sustentado pela força do mistério da Cruz e ressurreição de Jesus Cristo. E esta é também a tarefa de todos os que querem seguir Jesus, sendo, onde quer que estejam, discípulos missionários Dele. Desejamos então ao padre Júlio César, força e coragem na missão entre nossos irmãos e irmãs kichwas de Sucumbíos, no Equador. 

Fonte: Rosa Clara Franzoi / Revista Missões

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