Maio ?? Mês das Noivas

Maria Regina Canhos Vicentin *

Estamos no mês das noivas: maio. Muitas mulheres, ainda hoje, apesar das intensas modificações nos arranjos familiares, desejam se casar conforme manda a tradição, mesmo que já tenham feito um teste antes, coabitando com o seu futuro esposo, como foi o caso da mais nova princesa da Inglaterra, Catherine. Desejam um casamento na Igreja, o vestido, o bolo, a festa. Não pensem que aqui vai uma crítica a esse desejo. Apenas aproveito para fazer algumas observações, já que esse é um sonho coletivo.

Outro dia ouvia uma famosa emissora de rádio, em um de seus programas mais populares. Através do telefone, que foi disponibilizado aos ouvintes, a namorada pedia ao rapaz para se casar com ela, e ele dizia que já estavam casados; mas ela insistia que desejava se casar vestida de noiva. Após insistentes pedidos, inclusive dos apresentadores do programa, ele acabou concordando, embora um tanto contrariado. Ora, é essa a ideia que se tem de casamento? Um vestido de noiva, convidados, comida e bebida?

É triste perceber como o casamento virou algo comercial. Um mega evento para quem possui os bolsos cheios de dinheiro, e uma frustração para quem sobrevive com tostões. A preocupação com a vestimenta e a festa parece superar, e muito, o necessário investimento na preparação dos noivos para um compromisso tão sério, e que terá implicações por toda a vida conjugal e familiar.

As pessoas se casam, e logo se separam; como se participassem de uma peça teatral. Esquecem que os filhos advindos do relacionamento não são meros personagens coadjuvantes, e sim produtos diretos da relação conjugal, merecendo, portanto, respeito e consideração.

A preparação conjugal previne situações complexas, e capacita para enfrentar os desafios do convívio a dois. Principais dificuldades e fatores que auxiliam numa convivência harmoniosa são abordados no livro: Para ser feliz no amor, lançado no ano passado pela editora Paulus. Um investimento pequeno diante do ganho em termos de conscientização sobre a seriedade do casamento e suas implicações.

O namoro é período de preparação, fundamental para o conhecimento mútuo, que assegurará a compreensão recíproca e o acolhimento de qualidades e defeitos. Não pode ser vivenciado somente como oportunidade de expressão física e sexual, cujo momento apropriado é após o casamento. O namoro tem sido abreviado imprudentemente, gerando nefastas consequências para o casal e a família de ambos.

Casamento não é mar de rosas; nem somente festa, vestido bonito, comida farta. Casamento é compromisso. Lembrem-se disso meus queridos noivos, para não amargarem desilusões no lar conjugal. Preparados, vocês terão condições de fazer uma escolha consciente e madura. É disso que o nosso mundo precisa: casais comprometidos com o matrimônio!

* Maria Regina Canhos Vicentin (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora. Acesse e divulgue o site da autora: www.mariaregina.com.br

Fonte: www.mariaregina.com.br

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