O desafio e a alegria de ser missionária no Timor Leste e na Coréia

Assessoria Imprensa 2º CMN

Uma manhã cheia de partilha e de testemunhos riquíssimos marcou o terceiro dia dos participantes do 2º Congresso Missionário Nacional, que se realiza em Aparecida (SP). A partir dos testemunhos dados em dois painéis, os congressistas puderam viajar pela África, pela América e pela Ásia, juntamente com os missionários que apresentaram sua experiência na Amazônia, Guiné, Moçambique , Timor Leste e Coréia.

Com as irmãs Maria Nieta Oliveira, cearense e teóloga, e Elenice Buono, psicóloga, os congressistas atravessaram o pacifico e decolaram na Ásia, numa de suas inumeráveis ilhas, e conheceram não só uma outra cultura como também os grandes desafios e alegrias dos asiáticos.

Durante dois anos, as religiosas estiveram no Timor Leste enviadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) através do Projeto de Solidariedade da Igreja do Brasil e Timor Leste.

"Encontrei um país renascendo das cinzas e deparei-me com um povo sofrido, mas não desesperado", conta Irmã Nieta que chegou ao país em 2004 quando o país estava destruído pela guerra contra a Indonésia. "Convivendo e partilhando com o povo, aprendi muito, mas não tudo", relatou.

Segundo as missionárias, a presença da Pastoral da Criança conseguiu resultados positivos não só reduzindo a mortalidade infantil, mas também melhorando as condições de vida das mulheres recuperando sua auto- estima, o relacionamento afetivo e familiar.

Outro aspecto testemunhado pelas religiosas foi o vestuário, as crenças e mitos "que enriquecem a cultura e dão vida ao povo timorense". "A Tais, Lipa e kabaia são vestes usadas para acolher as pessoas, inclusive os missionários", explica Irmã Nieta.

Num gesto de comunhão missionária, as irmãs encerraram seu testemunho doando uma estola para Dom Sérgio Castriani, bispo da Prelazia de Tefé e presidente de honra do Congresso.

Já o missionário da Consolata, padre Luiz Carlos Emer narrou sua experiência na Coréia para onde foi em 1988. "A missão da Coréia, além do privilégio pela interessantíssima experiência de entrar e partilhar 16 anos numa cultura tão diferente, mostrou-me que Deus de fato está presente em todos os povos e religiões, mesmo quando as pessoas não são conscientes disso".

Segundo padre Luiz Carlos, a cultura coreana se formou da mistura principalmente do Shamanismo, do Budismo, do Confucianismo e mais recentemente do Cristianismo. "Como religião estruturada com templos e rituais regulares, o Budismo é ainda a maior com cerca de 30% da população, embora a prática religiosa seja bastante baixa. O Cristianismo já vem logo em seguida com cerca de 28%, sendo 19% protestantes e 9% de católicos", esclareceu o missionário agradecendo, em coreano, a oportunidade de dar seu testemunho no Congresso.

Fonte: Assessoria Imprensa 2º CMN

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