Campo Grande reacende espírito missionário do 2º Congresso

Cecília de Paiva - Jornalista Oeste 1

Um fósforo falante insiste em acender uma vela que se recusa a ser acesa para que não acabe sua cera, mas logo depois, com a força do argumento da missão para a qual foi criada, o fogo faz da vela teimosa uma propagadora de luz para a humanidade. Essa dinâmica foi organizada com a Infância e Juventude da Paróquia São João Bosco, em Campo Grande/MS, abrindo o encontro de repasse do 2º Congresso Missionário Nacional, ocorrido de 1º a 4 de maio de 2008, em Aparecida/SP.

Organizado pelas leigas Maria Socorro Aguiar e Vânia Cardoso, delegadas do Regional Oeste 1, em 10 de maio, o encontro reuniu lideranças que, após rezarem a oração do Jubileu de Ouro da Arquidiocese de Campo Grande, receberam informações sobre as narrativas, a metodologia adotada em Aparecida e também compartilharam dúvidas e opiniões, numa reação espontânea de batizados comprometidos como discípulos missionários.

O Coordenador do Comire, padre Ubajara Paz de Figueiredo, expôs os significados da dimensão ad gentes e além-fronteiras, situando as atuais conquistas que somam e direcionam a Igreja, narrando fatos históricos da caminhada já percorrida pela Igreja sul-mato-grossense ressaltando a importância dos congressos, inclusive do próximo Congresso Continental - CAM 3 - Comla 8, marcado para Quito, Equador e a escolha dos cinco representantes do Mato Grosso do Sul e que irão juntar-se aos 130 delegados do Brasil.

Destacou-se a inovação do trabalho de divulgação realizado pela imprensa missionária, citando que, pela primeira vez, houve um representante compondo a delegação do Oeste 1 que, em Aparecida, fez parte da equipe nacional de assessoria de comunicação do 2º CMN.

Padre Ivan Luiz Bassoto, um dos párocos da periferia Sul de Campo Grande, que esteve no Congresso, disse ter sentido a força das narrativas transmitidas pela vivência missionária no dia da partilha, e relembrou a carinhosa acolhida que as famílias de Aparecida e Guaratinguetá proporcionaram aos delegados em suas casas. O jovem seminarista Marco Antônio Alagas apontou a união e a intensidade de toda a delegação do Oeste 1 e a riqueza das experiências nos momentos de encontro e partilha.

Ouvintes atentos, Ireno Albino de Morais e Claudio Uehara contaram que o trabalho que fazem ao visitar as famílias condiz com os relatos que ouviram dos delegados. Ireno afirma ter gostado muito quando ouviu dizer que todos são capazes de evangelizar e que cada um pode despertar para um novo caminhar, concedendo esperança em um mundo tão cheio de injustiças e violências. Os dois missionários leigos são da opinião de que todos os batizados deveriam ter o bom senso para saber ouvir e deixar que o outro sinta que também é capaz de evangelizar dando continuidade à missão.

Ao final, foi lida a fábula da Casa Sonolenta que animou a sessão de encerramento do 2º CMN, com desejos de que todos sejam 'uma pulga' que acorda todos os sonolentos e a chama da missão seja plena em todos os batizados (veja a fábula no site www.revistamissoes.org.br)

Localizada na região central de Campo Grande, a Paróquia São João Bosco pretende realizar um congresso paroquial que atraia, em meados de setembro de 2008, em torno de 700 pessoas, com a participação de alguns missionários que estiveram no Congresso Nacional em Aparecida, para partilhar suas experiências e intensificar o projeto de envio de todos os que comparecerem ao evento.

Fonte: Revista Missões

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